Light

Relações com Investidores

Reajustes e Revisões Tarifárias

Reajuste Tarifário 2015

A Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel, em reunião pública realizada em 05 de novembro de 2015, aprovou um índice de reajuste tarifário médio de 24,92%[1], constituído de dois componentes: o estrutural, que passa a integrar a tarifa, de 16,97%; e o financeiro, aplicado exclusivamente aos próximos 12 meses, de 7,95%. Considerando a retirada do componente financeiro presente atualmente nas tarifas da Light, de 8,64%, os consumidores da Light SESA observarão um aumento médio em suas contas de luz de 16,78%. As novas tarifas entram em vigor a partir de 07 de novembro de 2015, conforme publicações da Resolução Homologatória nº 1.982 e Nota Técnica nº 289/2015.

* Mudança na base de cálculo (denominador) faz com que a soma das parcelas seja ligeiramente diferente do efeito médio resultante.

Com relação às diferentes classes de consumo e níveis de tensão, cabe observar que os consumidores residenciais perceberão um aumento inferior à média, de 15,99%, conforme detalha a tabela a seguir, que também apresenta o aumento a ser percebido pelas demais classes e níveis de tensão.

Percepção Média para o Consumidor por Classe e Nível de Tensão

Nível de Tensão (Classe de Consumo) Aumento Médio Percebido
A2 11,10%
A3a 20,07%
A4 17,66%
AS 12,99%
B1 (Residencial) 15,99%
B2 (Rural) 21,69%
B3 (Comercial) 19,57%
B4 (II. Pública) 15,98%
Alta Tensão 15,94%
Baixa Tensão 17,21%
Total 16,78%

O processo de reajuste tarifário anual consiste no repasse aos consumidores dos custos não-gerenciáveis  da concessão (Parcela A - compra de energia, encargos setoriais e encargos de transmissão), e na atualização dos custos gerenciáveis (Parcela B - distribuição) pela variação do IGP-M subtraída do Fator X, que repassa aos consumidores os ganhos de produtividade anuais da concessionária.

O reajuste da Parcela A foi de 19,4%, explicado principalmente pela (i) variação no custo com a compra de energia, em 18%, influenciada principalmente pela desvalorização do real frente ao dólar, que impactou a tarifa de energia proveniente de Itaipu; e (ii) elevação da Conta de Desenvolvimento Energético - CDE, em 35%, decorrente da inclusão do pagamento do empréstimo referente à Conta-ACR. O preço médio de repasse dos contratos de compra de energia (Pmix) foi definido em 183,09 R$/MWh.

O reajuste da Parcela B (que efetivamente fica com a Light para cobrir seus custos e remunerar seus investimentos) reflete a variação acumulada do IGP-M no período de novembro de 2014 a outubro de 2015, de 10,09%, deduzida do Fator X, de 0,72%, resultando em um percentual final de 9,37%. No cálculo do Fator X, foi considerada a melhoria em 26,88% nos indicadores de qualidade, DEC e FEC, entre 2013 e 2014 reduzindo o Fator X em 0,50%, de 1,22% para 0,72%.

Em consequência, do efeito médio para o consumidor de 16,78%, os custos da Parcela A foram responsáveis por 14,8% e da Parcela B por 1,9%. A figura a seguir detalha cada item que compõe o reajuste tarifário da Light SESA. 

 * Impacto da parcela B com relação ao índice de Reajuste Tarifário, de 24,92%. Se considerado o Efeito Médio para Consumidor, o efeito na Parcela B é de 1,9%.

Com relação a evolução dos resultados do programa de combate às perdas, o percentual de perdas não-técnicas a ser reconhecido na tarifa será mantido em 40,41% sobre o mercado de baixa tensão. O nível real de perdas não técnicas da Light SESA está em fase de apuração pela Aneel e o valor resultante desse processo poderá, se for o caso, ser considerado de forma retroativa no próximo reajuste tarifário anual.

Ajustado pelo efeito do Reajuste Tarifário Extraordinário (“RTE”), com vigência a partir de 02 de março de 2015.

Reajuste Tarifário 2014

A Light S.A. (BM&FBovespa: LIGT3 e OTC: LGSXY) (“Companhia”), controladora da Light Serviços de Eletricidade S.A. (“Light SESA”), vem comunicar aos seus acionistas e ao mercado em geral que a Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel, em reunião pública realizada nesta data, aprovou um índice de reajuste tarifário médio de 23,18%, constituído de dois componentes: o estrutural, que passa a integrar a tarifa, de 14,54%; e o financeiro, aplicado exclusivamente aos próximos 12 meses, de 8,64%. Considerando a retirada do componente financeiro presente atualmente nas tarifas da Light, de 3,95%, os consumidores da Light SESA observarão um aumento médio em suas contas de luz de 19,23%. As novas tarifas entram em vigor a partir de 07 de novembro de 2014.

Com relação às diferentes classes de consumo e níveis de tensão, cabe observar que os consumidores residenciais perceberão um aumento inferior à média, de 17,76%, conforme detalha a tabela a seguir, que também apresenta o aumento a ser percebido pelas demais classes e níveis de tensão.

Percepção Média para o Consumidor por Classe e Nível de Tensão

Nível de Tensão (Classe de Consumo) Aumento Médio Percebido
A2 20,25%
A3a 19,39%
A4 19,15%
AS 19,83%
B1 (Residencial) 17,76%
B2 (Rural) 21,74%
B3 (Comercial) 21,50%
B4 (II. Pública) 22,65%
Alta Tensão 19,46%
Baixa Tensão 19,11%
Total 19,23%

O processo de reajuste tarifário anual consiste no repasse aos consumidores dos custos não-gerenciáveis  da concessão (Parcela A - compra de energia, encargos setoriais e encargos de transmissão), e na atualização dos custos gerenciáveis (Parcela B - distribuição) pela variação do IGP-M subtraída do Fator X, que repassa aos consumidores os ganhos de produtividade anuais da concessionária.

O reajuste da Parcela A foi de 21,0%, explicado pela variação no custo com a compra de energia, de 20,0%. Tal aumento decorre principalmente da elevação do preço no mercado de curto prazo (Preço de Liquidação das Diferenças - PLD), impactado pela deterioração da condição hidrológica do sistema, que afeta o custo da energia dos Contratos por Disponibilidade de usinas térmicas, que estão sendo amplamente despachadas.

O reajuste da Parcela B (que efetivamente fica com a Light para cobrir seus custos e remunerar seus investimentos) reflete a variação acumulada do IGP-M no período de novembro de 2013 a outubro de 2014, de 2,93%, deduzida do Fator X, de 1,22%, resultando em um percentual final de 1,71%.

Em consequência, do efeito médio para o consumidor de 19,23%, os custos da Parcela A foram responsáveis por 18,7% e da Parcela B por apenas 0,58%. A figura a seguir detalha cada item que compõe o reajuste tarifário da Light SESA. 

Revisão Tarifária 2013

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), em reunião pública ocorrida dia 05 de novembro de 2013, aprovou o reposicionamento tarifário da Light SESA para o período a partir de 07 de novembro de 2013 (Nov 2013 a Nov 2018), englobando todas as classes de consumo (residencial, industrial, comercial, rural e outras), conforme publicações da Resolução Homologatória nº 1650 e Nota Técnica nº 485/2013.

O processo de revisão tarifária tem como principais resultados: o reposicionamento tarifário, que estabelece tarifas compatíveis com a cobertura dos custos operacionais eficientes e com a remuneração sobre os investimentos prudentes; e o Fator X, que estabelece metas de produtividade para o período tarifário subsequente.

Para o cálculo do reposicionamento tarifário, a Aneel define: (i) os custos operacionais eficientes, a partir da atualização dos custos operacionais definidos no último ciclo; (ii) os investimentos prudentes, que compõem a Base de Remuneração Regulatória; (iii) o nível de perdas regulatórias a serem repassadas aos consumidores; e (iv) os custos não-gerenciáveis.

Considerando o novo componente financeiro, aplicável exclusivamente aos próximos 12 meses, e a retirada do componente financeiro presente atualmente nas tarifas da Light SESA, os consumidores observarão um aumento médio em suas contas de luz de 3,65%, a partir de 7 de novembro de 2013.

A Aneel estabeleceu também os Fatores Xpd, de 1,22% e Xt de 0%, calculados pela aplicação direta da equação definida na metodologia regulatória, que depende da evolução do mercado, da extensão da rede de distribuição e do número de consumidores entre as revisões tarifárias.

Com relação às perdas não-técnicas, o percentual a ser reconhecido na tarifa será de 40,41% sobre o mercado de baixa tensão, constante ao longo do ciclo. O valor correspondente à diferença entre esse percentual e um referencial que parte de 31,37%, no início do ciclo, até atingir 30,5% em 2018, será investido no programa de combate a perdas da Companhia e tratado como Obrigações Especiais, fora da Base de Remuneração Regulatória. A evolução dos resultados do programa de combate a perdasserá acompanhada pela Aneel, como condição para a manutenção do patamar de 40,41%.

Reajuste Tarifário 2012

A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, aprovou um reajuste médio das tarifas da Light SESA de 12,27%, sendo 11,85% para os consumidores residenciais, para o período de 12 meses que se iniciou em 07 de novembro de 2012, conforme publicações da Resolução Homologatória nº 1377 e Nota Técnica nº 393/2012.

O índice de reajuste é constituído de dois componentes: o estrutural, que passa a integrar a tarifa, de 7,17%; e o financeiro, aplicado exclusivamente aos próximos 12 meses, de 3,60%.

Reajuste Tarifário - Light 2012
IRT Estrutural 7,17%
Adicionais Financeiros 3,60%
Total 10,77%

O processo de reajuste tarifário anual consiste no repasse aos consumidores dos custos não-gerenciáveis da concessão, tais como compra de energia, encargos setoriais e encargos de transmissão (Parcela A) e na atualização dos custos gerenciáveis (Parcela B) pela variação do IGP-M subtraída do Fator X, que repassa aos consumidores os ganhos de eficiência anuais da concessionária.

O reajuste da Parcela A no período de novembro de 2011 a outubro de 2012 foi de 4,83%, impactado pela variação no custo com a compra de energia, de 16,89%, em função principalmente da alta do dólar, que impacta o custo da energia proveniente da usina de Itaipu, e do aumento do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que afeta o custo da energia dos Contratos por Disponibilidade de usinas térmicas.

O reajuste da Parcela B (que efetivamente fica com a Light para cobrir seus custos e remunerar seus investimentos) reflete a variação acumulada do IGP-M no período de novembro de 2011 a outubro de 2012, de 7,52%, deduzido o Fator X, de 0,48%, resultando no percentual final de 7,04%.

Considerando o novo componente financeiro, aplicável exclusivamente aos próximos 12 meses, de 3,60%, e a retirada do componente financeiro presente atualmente nas tarifas da Light, de -0,64%, os consumidores cativos da Light SESA observarão um aumento médio em suas contas de luz de 12,27%, enquanto o aumento para os consumidores livres será de 2,49%, refletindo em um efeito médio de 11,41%, a partir de 7 de novembro de 2012.

Destaca-se que neste reajuste tarifário não estão incluídos ainda os efeitos decorrentes da Medida Provisória nº 579, de 11/09/2012, pois a redução tarifária nela prevista será aplicada somente a partir de 05 de fevereiro de 2013, quando a ANEEL procederá a Revisões Tarifárias Extraordinárias em todas as concessionárias de energia elétrica do País.

Reajuste Tarifário 2011

A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, aprovou um reajuste médio das tarifas da Light SESA de 6,57%, para o período de 12 meses que se iniciou em 07 de novembro de 2011, conforme publicações da Resolução Homologatória nº 1.232 e Nota Técnica nº 303/2011.

O índice de reajuste é constituído de dois componentes: o estrutural, que passa a integrar a tarifa, de 7,21%; e o financeiro, aplicado exclusivamente aos próximos 12 meses, de -0,64%.

Reajuste Tarifário - Light 2011
IRT Estrutural 7,21%
Adicionais Financeiros - 0,64%
Total 6,57%

O processo de reajuste tarifário anual consiste no repasse aos consumidores finais dos custos não-gerenciáveis da concessão (energia comprada para fornecimento, encargos setoriais e encargos de transmissão) - os quais são calculados em detalhe anualmente - e na atualização dos custos gerenciáveis, pela variação do IGP-M subtraída do Fator X, que repassa aos consumidores os ganhos de eficiência anuais da concessionária. Os custos gerenciáveis da concessão são calculados em detalhe apenas nos anos de Revisão Tarifária.

A variação verificada na Parcela A (Geração, Transmissão e Encargos Setoriais), de 7,33%, foi impactada pela alta variação dos Encargos Setoriais, de 21,36% no período. Dentre esses encargos, destaca-se a variação da Reserva Global de Reversão (RGR) devido a sua prorrogação até 2035 através da Lei 12.431/2011. Outro item com variação relevante no período foi relativo aos Encargos de Serviços do Sistema (ESS), que subiu 19,66% devido aos custos associados ao despacho de usinas térmicas fora da ordem de mérito, por razão de segurança energética, conforme determinação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

A variação da Parcela B reflete o índice acumulada do IGP-M no período de novembro de 2010 a outubro de 2011, de 6,95%, deduzido o Fator X, de -0,01%, resultando no percentual final de 6,96%.

Considerando o componente financeiro de -0,64%, aplicado exclusivamente ao período de 12 meses a partir de 07 de novembro de 2011, e a retirada do componente financeiro de -1,33%, presente nas tarifas da Light vigentes durante o período anterior ao reajuste de 2011, os consumidores da Light SESA observaram um aumento médio em suas contas de luz de 7,82%.

Reajuste Tarifário 2010

A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, aprovou um reajuste médio das tarifas da Light SESA de 6,99%, para o período de 12 meses a partir de 07 de novembro de 2010, conforme publicações da Resolução Homologatória nº 1.085 e Nota Técnica nº 341/2010.

O índice de reajuste é constituído de dois componentes: o estrutural, que passa a integrar a tarifa, de 8,31%; e o financeiro, aplicado exclusivamente aos próximos 12 meses, de -1,33%.

Reajuste Tarifário - Light 2010
IRT Estrutural 8,31%
Adicionais Financeiros -1,33%
Total 6,99%

O processo de reajuste tarifário anual consiste no repasse aos consumidores finais dos custos não-gerenciáveis da concessão (energia comprada para fornecimento, encargos setoriais e encargos de transmissão) - os quais são calculados em detalhe anualmente - e na atualização dos custos gerenciáveis, pela variação do IGPM subtraída do Fator X, que repassa aos consumidores os ganhos de eficiência anuais da concessionária. Os custos gerenciáveis da concessão são calculados em detalhe apenas nos anos de Revisão Tarifária.

A variação verificada nos custos não gerenciáveis (Parcela A), de 8,34%, deve-se principalmente ao aumento dos Encargos Setoriais, decorrente tanto da recém aprovada Lei nº 12.111, que aumentou os custos da Conta de Consumo de Combustíveis e da conta de Pesquisa & Desenvolvimento; quanto do aumento dos Encargos de Serviços do Sistema. A Parcela B, correspondente aos custos gerenciáveis, sofreu um aumento de 7,95%, devido, principalmente, ao aumento do IGPM, de 8,81% no período.

Os consumidores da Light SESA observaram um aumento médio de suas contas de luz de 2,20%, a partir de 07 de novembro, considerando a inclusão dos acima mencionados ajustes financeiros negativos de 1,33% e o término dos ajustes financeiros do período anterior, de 4,77% positivos.

Reajuste Tarifário 2009

A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, aprovou um reajuste médio das tarifas da Light SESA de 5,65% para o período a partir de 07 de novembro de 2009, englobando todas as classes de consumo (residencial, industrial, comercial, rural e outras), conforme publicações da Resolução Homologatória nº 905 e Nota Técnica nº 358/2009.

O índice de reajuste, válido para as tarifas compreendidas entre o período de 07 de novembro de 2009 até 06 de novembro de 2010, é constituído de dois componentes: o estrutural, que passa a integrar a tarifa, de 0,88%; e o financeiro, que é válido pelo período de vigência desta tarifa de 4,77%.

Reajuste Tarifário - Light 2009
IRT Estrutural 0,88%
Adicionais Financeiros 4,77%
Total 5,65%

O processo de reajuste tarifário consiste primordialmente no repasse aos consumidores finais dos custos não-gerenciáveis da concessão (energia comprada para fornecimento, encargos setoriais e encargos de transmissão), pois estes são calculados em detalhes anualmente, seja em ano de reajuste ou de revisão tarifária. Com relação aos custos gerenciáveis, em anos de reajuste tarifário, (conforme regras estabelecidas nos contratos de concessão das concessionárias de distribuição) a mesma sofre variação do IGPM subtraído do Fator X, que visa repassar aos consumidores os ganhos de eficiência anuais da concessionária. Os custos gerenciáveis da concessão são calculados em detalhes apenas em anos de Revisão Tarifária. No caso da Light, o 2º ciclo de Revisão Tarifária Periódica ocorreu de forma provisória em 2008, com o resultado definitivo homologado em Outubro de 2009.

A variação dos custos Não Gerenciáveis (Parcela A), incluindo os adicionais financeiros, de 7,1%, ocorreu principalmente devido ao aumento dos encargos, em especial PROINFA e Rede Básica, e à CVA. Já a Parcela B, os custos gerenciáveis, sofreu uma redução de 2,1% devido, principalmente, à redução do IGPM. As tarifas também foram impactadas em 1,4% pelos subsídios determinados por Lei (Baixa Renda, Consumidores Especiais e Auto-produtores).

Os consumidores finais da Light observaram um aumento médio de suas contas de luz de 3,40%, a partir de 07 de novembro de 2009. Isto ocorre devido à retirada das tarifas dos ajustes financeiros relativos ao período compreendido entre 07 de novembro de 2008 e 06 de novembro de 2009, associados à recuperação de diferenças tarifárias de períodos passados, que tinham um efeito positivo de 2,3% na tarifa daquele período.

Revisão Tarifária 2009 (definitiva)

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), em reunião pública ocorrida dia 13 de outubro de 2009, aprovou, de forma definitiva, a revisão tarifária periódica da Light SESA para o período a partir de 07 de novembro de 2008 (Nov 2008 a Nov 2013), englobando todas as classes de consumo (residencial, industrial, comercial, rural e outras), conforme publicações da Resolução Homologatória nº 891 e Nota Técnica nº 329/2009.

O índice de revisão tarifária homologado pela ANEEL passou a ser de 2,06%, em substituição ao valor provisório, fixado em novembro de 2008, de 1,96%.

As principais alterações introduzidas pela ANEEL, face ao que havia sido estabelecido provisoriamente em 

  1. Empresa de Referência passa de R$ 575 milhões para R$ 583 milhões. A ANEEL havia divulgado em 12/08/2009, como resultado da Consulta Pública no. 051/2009, um valor para a Empresa de Referência de R$ 565 milhões;
  2. Redução dos investimentos anuais de R$ 390 milhões para R$ 364 milhões;
  3. Perdas não técnicas, calculadas anteriormente sobre a carga fio, passam a ser calculadas sobre o mercado de baixa tensão, considerando-se uma trajetória declinante até o fim do ciclo tarifário. O ponto inicial das perdas não técnicas passa a ser 38,98%, e o ponto final 31,82% do mercado de baixa tensão.

Outras variáveis relevantes na composição da tarifa, tais como taxa de inadimplência (0,90%), Fator X (0,0%) e Crescimento de Mercado do Fator X (1,5%), permaneceram inalterados em relação ao estabelecido de forma provisória pela ANEEL, em Nov/08, da mesma forma que a Base de Remuneração Regulatória Bruta (R$ 8.077 milhões) e Líquida (R$ 4.674 milhões) não sofreram quaisquer alterações. O resultado da Revisão Definitiva pode ser considerado neutro em relação à Revisão Preliminar – que, por sua vez, representou um avanço importante no reconhecimento das especificidades da área de concessão da Light.

As tarifas da Light foram reajustadas em 06 de novembro de 2009 em conformidade com a Resolução Homologatória nº 905, publicada pela ANEEL, contemplando:

  1. o efeito da diferença entre o novo percentual de 2,06% e o percentual provisório de 1,96% determinado em novembro de 2008, como antes referido; e
  2. o índice de reajuste anual para o período de 06 de novembro de 2009 a 06 de novembro de 2010, ainda a ser deliberado.

 Revisão tarifária 2008 (provisória)

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), em reunião pública ocorrida em 04 de novembro de 2008, aprovou, provisoriamente, o reposicionamento tarifário estrutural da Light S.E.S.A. de 1,96% para o período a partir de 07 de novembro de 2008, englobando todas as classes de consumo (residencial, industrial, comercial, rural e outras), conforme publicações da Resolução Homologatória nº 734 e Nota Técnica nº 339/200 8.

O processo de revisão tarifária tem como principais resultados: o reposicionamento tarifário, que estabelece tarifas compatíveis com a cobertura dos custos operacionais eficientes e a remuneração sobre os investimentos prudentes e; o Fator X, que estabelece metas de produtividade para o período tarifário subseqüente.

Para o cálculo do reposicionamento tarifário, a Aneel realiza a apuração: (i) dos custos operacionais eficientes, utilizando a metodologia de Empresa de Referência – ER, (ii) dos investimentos prudentes, utilizando a Base de Remuneração Regulatória, (iii) do nível de perdas regulatórias a serem repassadas aos consumidores e (iv) dos custos não-gerenciáveis, que são a Parcela A.

A Base de Remuneração Regulatória foi homologada como definitiva, ao passo que os demais itens (Empresa de Referência, Nível de Perdas e Inadimplência) foram definidos como provisórios. Para o cálculo da Empresa de Referência, a ANEEL já aplicou o novo modelo proposto como resultado da Audiência Pública 052.

Adicionalmente, a Aneel estabeleceu novos níveis regulatórios para perdas e inadimplência. No item perdas, o índice passou a ser de 19,15% sobre a carga fio, sendo que o nível anterior era de 15,97%. No item inadimplência, o nível a ser considerado nesta revisão é de 0,90% da receita bruta de distribuição, sendo que o índice anterior era de 0,50% da receita líquida (sem ICMS) de distribuição.

Considerando os componentes tarifários financeiros que não fazem parte da base tarifária, mas sim de valores referentes ao período de 12 meses subseqüente a revisão, o índice de reposicionamento tarifário foi de 4,26%.

Importante ressaltar que os consumidores finais da Light observaram, em média, um reajuste de suas contas de energia de 4,70%, a partir de 07 de novembro. Isto ocorreu devido aos adicionais financeiros incluídos na tarifa relativa ao período compreendido entre 07 de novembro de 2007 até 06 de novembro de 2008, associados à recuperação de diferenças tarifárias de períodos passados, que tinham um efeito negativo de 0,41% na tarifa daquele período.

A Aneel estabeleceu também provisoriamente, o Fator X de 0,0%, a ser utilizado a partir do reajuste tarifário de 2009. O cálculo do Fator X para Light já foi realizado considerando a nova metodologia proposta no âmbito da Audiência Pública 052. O valor será validado quando da homologação dos resultados da referida Audiência.

Com a aplicação do realinhamento tarifário, onde os consumidores de alta e baixa tensão têm índices distintos, o reajuste médio para cada nível de tensão calculado pela ANEEL foi conforme se observa na tabela a seguir:

Nível de Tensão Efeito para os consumidores
Baixa Tensão 3,29%
A4 5,43%
A3a 7,40%
AS 5,43%
A2 4,44%
Valor médio 4,70%

O quadro a seguir apresenta a composição do resultado da Revisão Tarifária Periódica de 2008 da Light.

Revisão Tarifária 2008 Valor (R$ mil)
Receita Verificada 5.102.841
   
Parcela A 3.531.847
Compra de Energia 2.455.572
Encargos Setoriais 643.772
Transporte de Energia 432.503
   
Parcela B 1.690.381
Remuneração do Capital 704.485
Empresa de Referência 575.868
Inadimplência 66.737
Quota de Reintegração 343.291
   
Total Receita Requerida 5.222.228
(-) Outras Receitas 19.221
Receita Requerida Líquida 5.203.007
Componentes Financeiros 119.817
   
Reposicionamento Econômico 1,96%
Ajuste Financeiro 2,30%
Reposicionamento Total 4,27%
   
BRR Bruta 8.007.437
BRR Líquida 4.673.711

Finalmente, com relação aos adicionais financeiros, cabe ressaltar que a Aneel deu provimento ao recurso administrativo interposto pela Light quando de seu reajuste de 2007. Neste recurso, a empresa solicitou o recálculo da CVA Energia referente ao período de 2005 e 2006. O impacto desta decisão foi de R$ 76,8 milhões, representando um adicional de 1,48%.

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